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Para quem

Seis maneiras de usar o mesmo produto

O Radar não muda de números conforme quem pergunta. O que muda é o que cada pessoa vai lá buscar — e é isso que está aqui.

Partidos, movimentos e candidaturas

Fiscalizar com factos, e responder com os mesmos factos.

  • Cada sinal traz o texto da regra ao lado: leva-se para uma reunião de câmara sem ter de o defender de improviso.
  • As deliberações das atas com o assunto, o resultado e a contagem dos votos, e a frase de onde cada linha saiu.
  • A execução do programa de quem governa, medida contra o que foi contratado.
  • O mesmo produto e os mesmos números estão à venda a quem está do outro lado: é isso que os torna utilizáveis.

Redações e jornalistas

A história está nos contratos e nas atas; o que falta é o tempo de a encontrar.

  • Pesquisa de texto integral em todas as atas e ordens do dia que são texto, com o que não se pôde ler contado ao lado.
  • Cada número tem a fonte, a data e a consulta que o produziu: cita-se sem ter de refazer o trabalho.
  • Alertas por palavra: uma empresa, uma obra, um tema, e o aviso chega quando aparecer.
  • Exportação em CSV e JSON, e uma chave de leitura para quem tem equipa técnica.

Consultoras de assuntos públicos e escritórios de advogados

O que o cliente precisa de saber antes de a decisão sair.

  • Consultas e discussões públicas do Diário da República, com o prazo de participação quando o ato o diz.
  • Concursos com prazo a correr e contratos a acabar — é quando se decide a renovação ou o procedimento novo.
  • Contratação do Governo e dos ministérios ao lado da dos municípios, no mesmo produto.
  • Atividade legislativa do Parlamento, por força política.

Empresas e associações com exposição ao Estado

Quem compra o que a empresa vende, e a quem tem comprado.

  • A ficha de qualquer fornecedor pelo NIF, em todas as instituições subscritas: quanto recebeu, de quem e desde quando.
  • Contratos a acabar nos concelhos que interessam, com a data do fim previsto e a regra do cálculo.
  • Os projetos do PRR de cada município e de cada ministério, e os contratos que os citam.
  • Alertas no Slack ou no Teams, de hora a hora nos dias úteis.

Universidades, investigação e associações

Uma base de contratação local que se pode citar e replicar.

  • A metodologia dos sinais é pública, tem versão, e cada regra tem o artigo do Código dos Contratos Públicos.
  • Os dados exportam-se; a consulta que os produziu vai junto.
  • Divisão por mandato eleitoral, com a fronteira escrita ao lado de cada número.

Autarcas, deputados municipais e cidadãos

O teu concelho, sem ter de aprender a usar dez portais.

  • A página pública do concelho é gratuita e não pede registo: contratos, ajustes diretos, maiores fornecedores e sinais contados por regra.
  • Para um concelho só, o nível Concelho dá o detalhe de cada contrato e os alertas.
  • Pedidos de acesso a documentos com a minuta preparada e os prazos da Lei n.º 26/2016 contados.
  • Funciona no telemóvel e instala-se como aplicação.

O que é igual para todos

O mesmo produto e os mesmos números estão à venda a um partido e ao partido que se lhe opõe, a uma redação e à empresa sobre quem ela escreve. Não há versão mais favorável a ninguém, não há dados que só uns vejam, e não se publica conclusão nenhuma sobre pessoas.

Não é um princípio decorativo: é a condição para os números servirem para alguma coisa. Um número que muda com quem paga não se pode citar.