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Metodologia dos sinais · versão 2026-10-28

Como o Radar calcula os sinais

Cada sinal é um facto mensurável sobre contratos publicados no Portal BASE, com a regra que o gerou ao lado. Nenhum sinal é uma conclusão sobre pessoas ou entidades: é um convite a ler o processo. Esta página muda de versão sempre que uma regra ou um limiar muda, e cada sinal guarda a versão com que foi calculado.

A gravidade sai da lei

Um sinal não tem uma gravidade escolhida à mão: tem a norma do Código dos Contratos Públicos que trata do facto, a consequência que o Código liga a essa norma (invalidade do contrato, ineficácia, um dever sem consequência própria, ou nenhuma) e a relação entre o facto que a fonte dá e o que a norma prevê. A gravidade é o resultado, e a mesma regra vale para todos os sinais e para todas as instituições.

O que se leu, e quando: Código dos Contratos Públicos, Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de janeiro, lido a 26/09/2026. Fontes:

Limiares do Código dos Contratos Públicos, por data

Os limiares aplicam-se pela data de celebração do contrato. O Decreto-Lei n.º 177/2026, de 4 de setembro, aplica-se aos procedimentos iniciados a partir de 01/10/2026; como o BASE não mostra a data de início do procedimento, a data de celebração é a aproximação usada.

PeríodoRegimeAjuste direto, bens e serviçosAjuste direto, empreitadasConsulta prévia, bens e serviçosConsulta prévia, empreitadasSimplificado (bens / empreitadas)Confirmação
30/07/2008 a 31/12/2017CCP na redação original (DL 18/2008)75 000,00 €150 000,00 €——5000,00 € / 5000,00 €por confirmar
01/01/2018 a 30/06/2021Revisão de 2017 (DL 111-B/2017)20 000,00 €30 000,00 €75 000,00 €150 000,00 €5000,00 € / 5000,00 €por confirmar
01/07/2021 a 30/09/2026Lei n.º 30/2021 (até ao DL 112/2025)20 000,00 €30 000,00 €75 000,00 €150 000,00 €5000,00 € / 10 000,00 €lido na versão consolidada
01/10/2026 a em vigorDecreto-Lei n.º 177/2026 (procedimentos iniciados desde 1/10/2026)75 000,00 €150 000,00 €130 000,00 €1 000 000,00 €5000,00 € / 10 000,00 €lido na versão consolidada

Limiares europeus (art. 474.º)

A partir destes montantes a publicação do anúncio no Jornal Oficial da União Europeia é obrigatória; é o que dá a gravidade «atenção» a um contrato ou anúncio novo nos alertas.

PeríodoEmpreitadasBens e serviços, autarquias e outras entidadesBens e serviços, EstadoConfirmação
01/01/2018 a 31/12/20195 548 000,00 €221 000,00 €144 000,00 €por confirmar
01/01/2020 a 31/12/20215 350 000,00 €214 000,00 €139 000,00 €por confirmar
01/01/2022 a 31/12/20235 382 000,00 €215 000,00 €140 000,00 €lido no regulamento ou no Código
01/01/2024 a 31/12/20255 538 000,00 €221 000,00 €143 000,00 €lido no regulamento ou no Código
01/01/2026 a em vigor5 404 000,00 €216 000,00 €140 000,00 €lido no regulamento ou no Código

Os sinais

Acumulado por fornecedor (art. 113.º) (gravidade 3 de 3, grave)

O facto que gera o sinal. Ajuste direto ou consulta prévia por valor a um fornecedor que, no ano económico e nos dois anteriores, já tinha recebido da mesma entidade, por esses procedimentos, contratos com preço acumulado igual ou superior ao limiar do procedimento.

A regra. CCP, art. 113.º, n.º 2: não podem ser convidadas entidades às quais a entidade adjudicante já tenha adjudicado, no ano económico em curso e nos dois anteriores, por consulta prévia ou ajuste direto adotados por valor (art. 19.º, c) e d); art. 20.º, n.º 1, c) e d)), contratos cujo preço acumulado seja igual ou superior aos limites dessas alíneas. Conta-se seja qual for o objeto dos contratos.

Porquê esta gravidade. É uma proibição escrita como tal, sem elemento subjetivo, e o contrato celebrado com quem não podia ser convidado é anulável (art. 284.º, n.º 1): grave.

Como se conta. Para cada contrato por ajuste direto ou consulta prévia, soma-se o preço dos contratos anteriores do mesmo par entidade/fornecedor, celebrados nesse ano civil e nos dois anteriores, por ajuste direto (incluindo o simplificado) ou consulta prévia. Quando a fundamentação do procedimento é conhecida (o espelho do IMPIC trá-la, e o Radar lê-a desde a metodologia 2026-10-28; a lista do BASE não), só contam os procedimentos adotados por valor: um ajuste direto por critério material (arts. 24.º a 27.º) nem dispara o sinal nem entra no acumulado, e o sinal diz quantos ficaram de fora. A consulta prévia simplificada ou especial e os procedimentos ao abrigo da Lei n.º 30/2021 não são por valor e não contam. O fornecedor é o NIF do adjudicatário quando a fonte o dá (desde 22/09/2026), e o nome quando não; o sinal diz por onde juntou. O limiar é o do procedimento do contrato, nos valores em vigor na data da celebração. O ano económico coincide com o ano civil.

Limites. Exceções que só o processo mostra: serviços municipalizados contam à parte (n.º 3, b)); micro, pequenas e médias empresas do concelho que sejam o único fornecedor local (n.º 4). Sem fundamentação conhecida, os ajustes diretos por critério material contam como se fossem por valor, e o sinal di-lo.

Fundamento: CCP, art. 113.º, n.º 2

Procedimento por valor acima do seu limiar (arts. 19.º e 20.º) (gravidade 3 de 3, grave)

O facto que gera o sinal. Ajuste direto, ajuste direto simplificado ou consulta prévia cujo preço contratual é igual ou superior ao limiar desse procedimento na data da celebração, quando a fundamentação publicada é a alínea do valor (art. 19.º, c) ou d); art. 20.º, n.º 1, c) ou d)).

A regra. CCP, arts. 19.º e 20.º: a consulta prévia e o ajuste direto só se adotam por valor quando o valor do contrato é inferior ao limiar do procedimento; art. 128.º, n.º 1, para o simplificado. Um ajuste direto ou uma consulta prévia acima do limiar só é lícito com um critério material (arts. 24.º a 27.º) ou noutro regime, e a ficha do BASE diz qual foi a fundamentação.

Porquê esta gravidade. A escolha por valor de um procedimento que a lei só admite abaixo do limiar vicia a escolha do procedimento e o contrato é anulável (art. 284.º, n.º 1). Com a fundamentação por valor publicada, o facto é o que a norma prevê: grave. Sem fundamentação, pode assentar num critério material: atenção. Sem fundamentação conhecida: gravidade 2 (a fonte não diz se o procedimento assentou num critério material).

Como se conta. Preço contratual comparado com o limiar do procedimento na data da celebração, com o tipo (empreitada ou bens e serviços) lido do tipo de contrato do BASE ou de palavras do objeto. Com fundamentação por valor, o sinal é grave; sem fundamentação (a lista do BASE não a traz), é atenção, porque o procedimento pode assentar num critério material; com fundamentação por critério material ou de outro regime (setores especiais, região autónoma, Lei n.º 30/2021, Decreto-Lei n.º 40-A/2026) não há sinal.

Limites. Perto de uma mudança de limiares (1/1/2018, 1/10/2026), a data de celebração pode apontar para o regime errado, porque o limiar é o da data em que o procedimento começou e o BASE não a publica. Entidades dos setores especiais (art. 7.º) só aplicam a parte II a partir dos limiares europeus (art. 11.º) mesmo quando citam o art. 20.º; o sinal não as distingue e di-lo. Amostra real do espelho do IMPIC de 2026 lida a 26/09/2026: 555 ajustes diretos e 219 consultas prévias com fundamentação por valor acima do limiar em 101 047 procedimentos; 12 071 acima do limiar com critério material ou outro regime, que não geram sinal.

Fundamento: CCP, arts. 19.º, 20.º e 128.º; art. 284.º, n.º 1

Prestações do mesmo tipo em vários procedimentos (art. 22.º; art. 17.º-B desde 1/10/2026) (gravidade 2 de 3, atenção)

O facto que gera o sinal. Três ou mais contratos da mesma entidade, por ajuste direto ou consulta prévia, para prestações do mesmo tipo, celebrados em doze meses, cuja soma ultrapassa o limiar do procedimento usado.

A regra. Até 30/09/2026, CCP, art. 22.º, n.º 1, b): quando prestações do mesmo tipo, suscetíveis de constituir um único contrato, se contratam em vários procedimentos ao longo de um ano, a escolha do procedimento tem em conta o somatório dos preços, desde que a entidade devesse ter previsto a necessidade dos procedimentos seguintes; n.º 2: dispensa para procedimentos abaixo de 80 000 € (bens e serviços) ou 1 000 000 € (empreitadas) se o seu valor conjunto não passar 20 % do somatório. Desde 1/10/2026, CCP, art. 17.º-B, n.os 3, 4 e 6 (Decreto-Lei n.º 177/2026): o valor estimado a considerar é o somatório, sem a condição da previsibilidade, com a mesma dispensa; são do mesmo tipo as prestações aptas a satisfazer a mesma necessidade.

Porquê esta gravidade. Escolher cada procedimento pelo seu valor quando a lei manda escolher pelo somatório vicia a escolha do procedimento (art. 284.º, n.º 1), mas a norma depende da previsibilidade (até 30/09/2026) e da leitura de «mesmo tipo», que só o processo mostra: atenção.

Como se conta. «Mesmo tipo» avalia-se pela classe do CPV (quatro primeiros algarismos) quando os dois contratos o têm, senão pela semelhança do texto do objeto (índice de Jaccard sobre as palavras com mais de três letras, limiar 0,25). A janela é de doze meses a partir de cada contrato; cada contrato entra num só sinal. Só se sinaliza a partir de três contratos (regra do Radar) e quando a soma passa o limiar do procedimento em vigor na data do primeiro contrato. A norma citada é a da data do último contrato da janela.

Limites. Se a dispensa se aplicar (os pequenos procedimentos valem ≤ 20 % do conjunto), o sinal mantém-se por ser um facto, mas a regra pode não ser exigível. Até 30/09/2026 a previsibilidade da necessidade só se vê no processo; em qualquer das redações, «mesmo tipo» é uma leitura que o Radar aproxima e o processo confirma.

Fundamento: CCP, art. 22.º, n.º 1, b) e n.º 2 (até 30/09/2026); art. 17.º-B, n.os 3, 4 e 6 (desde 1/10/2026)

Preço entre 90 % e 100 % do limiar (gravidade 1 de 3, nota)

O facto que gera o sinal. Contrato por ajuste direto, ajuste direto simplificado ou consulta prévia com preço entre 90 % e 100 % do limiar desse procedimento na data da celebração.

A regra. CCP, arts. 19.º e 20.º (limiares por procedimento) e art. 128.º, n.º 1 (simplificado); art. 17.º, n.º 8 (até 30/09/2026) e art. 17.º-B, n.º 1 (desde 1/10/2026): o valor não pode ser fracionado com o intuito de fugir às exigências legais. Um preço encostado ao limiar não é irregular; é um padrão a ler com o objeto e com o histórico do fornecedor.

Porquê esta gravidade. O facto é lícito por si: a norma do fracionamento exige o intuito, que nenhum dado mostra. Nota.

Como se conta. Preço contratual dividido pelo limiar em vigor na data da celebração; o tipo (empreitada ou bens e serviços) vem do tipo de contrato do BASE ou de palavras do objeto.

Limites. O BASE não diz quando o procedimento começou; perto de uma mudança de limiares, a data de celebração pode apontar para o regime errado.

Fundamento: CCP, arts. 19.º, 20.º e 128.º; art. 17.º, n.º 8, e art. 17.º-B, n.º 1

Quota anual de um fornecedor numa entidade (gravidade 1 de 3, nota)

O facto que gera o sinal. Fornecedor com 15 % ou mais do valor contratado por uma entidade num ano, em entidades com pelo menos 100 000 € e cinco contratos nesse ano.

A regra. Regra do Radar, sem norma associada: concentração não é irregularidade; é onde a dependência de uma entidade face a um fornecedor merece pergunta pública.

Porquê esta gravidade. Nenhuma norma trata da quota de um fornecedor. Nota.

Como se conta. Soma por fornecedor a dividir pela soma da entidade num ano dentro do mandato, pela data de celebração: o ano da eleição (ou da posse do Governo) parte-se nesse dia, inclusive, e o sinal diz de que dia a que dia contou e em que mandato (regra 17; até à metodologia 2026-10-28 contava-se o ano civil inteiro). O fornecedor é o NIF do adjudicatário quando a fonte o dá (desde 22/09/2026), e o nome quando não; o sinal diz por onde juntou. Os mínimos evitam sinais em entidades com dois ou três contratos.

Limites. Empresas do mesmo grupo aparecem como fornecedores distintos (NIF diferentes).

Fundamento: nenhuma norma; regra do Radar

Publicação no BASE depois do prazo (gravidade 2 de 3, atenção)

O facto que gera o sinal. Contrato publicado no Portal BASE mais de 20 dias úteis depois da data de celebração.

A regra. CCP, art. 127.º (a publicitação é condição de eficácia dos contratos na sequência de ajuste direto ou consulta prévia, incluindo os celebrados ao abrigo de acordos-quadro, arts. 258.º e 259.º, para efeitos de quaisquer pagamentos) e art. 465.º (publicitação obrigatória de todos os contratos); Portaria n.º 318-B/2023, de 25 de outubro, art. 8.º, n.º 1, j): o relatório de formação do contrato envia-se ao portal até 20 dias úteis após a celebração do contrato escrito (ou o início da execução, sem contrato escrito), e passado o prazo o IMPIC comunica-o às entidades de fiscalização (n.º 2), salvo falha de interoperabilidade (n.º 3). O ajuste direto simplificado está dispensado da publicitação (art. 128.º, n.º 3) e não gera este sinal.

Porquê esta gravidade. O prazo passou, mas o Código liga a falta de publicação à ineficácia, não à invalidade; o que a torna grave é um pagamento antes da publicação, que a ficha não mostra. Atenção. Fora do ajuste direto e da consulta prévia (concurso, contratação excluída, setores especiais, negociação): gravidade 1, porque a condição de eficácia do art. 127.º, n.º 3, é só desses contratos, e o art. 465.º impõe o dever sem lhe ligar consequência (desde a metodologia 2026-10-28; até aí estes casos tinham gravidade 2).

Como se conta. Dias úteis entre a data de celebração (exclusive) e a data de publicação (inclusive), sem sábados, domingos nem feriados nacionais obrigatórios. A família do procedimento lê-se no nome que a fonte publica: ajuste direto, consulta prévia e «ao abrigo de acordo-quadro» são do art. 127.º; os outros (concurso, contratação excluída, setores especiais, negociação) do art. 465.º.

Limites. Os feriados municipais e as tolerâncias de ponto não se descontam. Contratos sem redução a escrito contam desde o início da execução (Portaria n.º 318-B/2023, art. 8.º, n.º 1, j)), que o BASE não mostra. Uma falha de interoperabilidade da plataforma (art. 8.º, n.º 3) não se vê. O Código não tem degrau aos 90 dias: um atraso de 25 dias úteis e um de 250 têm a mesma gravidade, e o que os distingue é o que se pagou antes da publicação, que só o processo mostra.

Fundamento: CCP, arts. 127.º e 465.º; Portaria n.º 318-B/2023, art. 8.º, n.º 1, j)

Contrato de valor nos meses antes da eleição (gravidade 1 de 3, nota)

O facto que gera o sinal. Contrato de 50 000 € ou mais celebrado nos 180 dias anteriores à data da eleição da instituição.

A regra. Regra do Radar, sem norma associada: não é irregular; é matéria de escrutínio sobre prioridades e calendário.

Porquê esta gravidade. Nenhuma norma proíbe contratar antes de uma eleição. Nota.

Como se conta. Dias de calendário entre a celebração e a data de cada eleição registada para a instituição.

Limites. Sem data de eleição na instituição não há sinal.

Fundamento: nenhuma norma; regra do Radar

Concurso com um único concorrente (gravidade 1 de 3, nota)

O facto que gera o sinal. Concurso em que a ficha do BASE regista um só concorrente.

A regra. CCP, art. 125.º: uma única proposta adjudica-se, com pedido de esclarecimentos e sem negociação nem audiência prévia; o Código não fixa um número mínimo de concorrentes no concurso público. Um concurso sem concorrência real pode indiciar caderno de encargos à medida ou um mercado pequeno; só as peças do procedimento dizem qual.

Porquê esta gravidade. Um concurso com um só concorrente é lícito. Até 25/09/2026 valia 2 por escolha do Radar; a lei dá-lhe 1. Nota.

Como se conta. Só para contratos cujo detalhe do BASE já foi lido (a lista não traz concorrentes).

Limites. Depende de o detalhe estar carregado; a lista de concorrentes do BASE nem sempre está preenchida.

Fundamento: CCP, art. 125.º

Preço efetivo acima do contratado (gravidade 2 de 3, atenção)

O facto que gera o sinal. Preço total efetivo registado no BASE 10 % ou mais acima do preço contratual (15 % nas empreitadas).

A regra. Até 30/09/2026, CCP, art. 313.º, n.º 3, a): as modificações abaixo dos limiares europeus e de 10 % do preço inicial (15 % nas empreitadas) estão dispensadas dos limites do n.º 2; acima, têm de respeitar esses limites ou assentar em circunstâncias imprevisíveis até 50 % (n.º 3, b)); os trabalhos complementares de uma empreitada não podem exceder 50 % (art. 370.º, n.º 4). Desde 1/10/2026, art. 312.º, n.º 1: os mesmos degraus de 10 %, 15 % e 50 %, com a permissão das modificações não substanciais seja qual for o valor (alínea e)). Fora dos limites: procedimento novo (art. 313.º, n.º 6) e nulidade das cláusulas (art. 284.º, n.º 2, b)).

Porquê esta gravidade. Acima do degrau a modificação deixa de estar dispensada dos limites, mas se os viola depende do fundamento, que só o processo prova. Atenção.

Como se conta. Só para contratos cujo detalhe do BASE já foi lido e tem preço efetivo. O degrau é o da lei: 10 % nos bens e serviços, 15 % nas empreitadas, com o tipo lido do tipo de contrato do BASE ou do objeto.

Limites. A causa declarada no BASE é texto livre da entidade; o preço efetivo pode incluir revisões de preços e trabalhos a menos que o Código trata de outra forma.

Fundamento: CCP, arts. 313.º e 370.º (até 30/09/2026); arts. 312.º e 313.º (desde 1/10/2026); art. 284.º, n.º 2, b)

Os alertas

Um alerta avisa de um prazo ou de uma novidade, não de uma violação, e por isso a pergunta é outra. A escala, também escrita uma vez:

Um alerta que repete um sinal leva a gravidade do sinal. Os limiares que cada conta configura («contrato relevante a partir de») escolhem de que contratos se avisa, não a gravidade.

Por mandato

Tudo o que o Radar apresenta sobre contratos, ajustes diretos, sinais e programa eleitoral divide-se por mandato eleitoral: nos concelhos, pelo mandato autárquico; nos ministérios, pelo Governo Constitucional. Um número só se compara com outro do mesmo mandato ou de outro mandato inteiro, nunca com um ano solto.

A fronteira. Um mandato autárquico conta a partir do dia da eleição, inclusive; a posse dos órgãos acontece semanas depois, e os contratos dessas semanas, feitos pelo executivo cessante em gestão, contam no mandato novo. Um Governo conta a partir do dia da posse; uma legislatura, a partir da primeira reunião plenária; um mandato presidencial, a partir da tomada de posse. Assume-se assim porque a data da posse varia de concelho para concelho e não está no registo; onde esta escolha pesar, a página di-lo ao lado do número.

Mandatos autárquicos
MandatoEleiçãoAté
Mandato 2009–201311/10/200928/09/2013
Mandato 2013–201729/09/201330/09/2017
Mandato 2017–202101/10/201725/09/2021
Mandato 2021–202526/09/202111/10/2025
Mandato 2025–202912/10/2025em curso
Governos constitucionais
GovernoPosseAté
XIX Governo (2011–2015)21/06/201129/10/2015
XX Governo (2015–2015)30/10/201525/11/2015
XXI Governo (2015–2019)26/11/201525/10/2019
XXII Governo (2019–2022)26/10/201929/03/2022
XXIII Governo (2022–2024)30/03/202201/04/2024
XXIV Governo (2024–2025)02/04/202404/06/2025
XXV Governo (desde 2025)05/06/2025em curso

Fontes das datas: Comissão Nacional de Eleições e portal de resultados da SGMAI (a de 12/10/2025 está no registo dos concelhos). Diário da República (decretos de nomeação) e portal do Governo. Datas por confirmar na fonte oficial, uma a uma; até lá, são as datas públicas conhecidas.

O que a metodologia não faz

O histórico da metodologia

Cada versão diz o que mudou. Cada sinal guarda a versão com que foi calculado, e as análises guardadas com uma versão anterior refazem-se na recolha seguinte.

Versão 2026-10-28 (em vigor)
  • Os sinais passam a ler a fundamentação, o tipo de contrato e o preço efetivo que o ficheiro do IMPIC publica com cada contrato. Até aqui só os liam com o detalhe do Portal BASE aberto, e um ajuste direto por critério material (arts. 24.º a 27.º) contava como se fosse por valor no acumulado do art. 113.º e no «acima do limiar».
  • O tipo de contrato publicado decide se é empreitada; o objeto só quando a fonte não publica o tipo, e o sinal diz de onde o leu.
  • A entidade adjudicante junta-se pelo identificador e não pelo nome: uma grafia diferente já não parte um acumulado.
  • Os lotes do mesmo procedimento não contam uns para os outros no acumulado do art. 113.º.
  • A publicação tardia tem a gravidade da família do procedimento: 2 no ajuste direto, na consulta prévia e nos acordos-quadro (art. 127.º, n.º 3); 1 nos outros (art. 465.º).
  • A quota de um fornecedor lê-se por ano dentro do mandato: o ano da eleição parte-se no dia da eleição.
  • O acréscimo de preço deixa de exigir o detalhe aberto; um preço efetivo dez vezes ou mais acima do contratado não dá o sinal e fica marcado na ficha do contrato, a confirmar na fonte.
  • Uma instituição só substitui as regras do Radar, nunca os limiares e os prazos da lei.
Versão 2026-09-26
  • A gravidade passa a sair da lei: o concurso com um só concorrente desce a 1; a publicação tardia passa a 2 sempre que passa o prazo; o acréscimo de preço parte do degrau da lei (10 %, ou 15 % nas empreitadas).
  • Entra o sinal «acima do limiar»: ajuste direto ou consulta prévia por valor com preço igual ou superior ao limiar do procedimento.
  • O art. 113.º só conta os procedimentos adotados por valor quando a fundamentação é conhecida; o art. 22.º dá lugar ao art. 17.º-B nos contratos desde 1/10/2026 (Decreto-Lei n.º 177/2026).
Versão 2026-09-23
  • Os maiores fornecedores e a repartição por procedimento leem-se no mandato em curso, e cada ano dentro do seu mandato. As regras dos sinais não mudaram.
Versão 2026-09-22
  • O fornecedor junta-se pelo NIF do adjudicatário quando a fonte o dá, e cada sinal diz por onde juntou. As regras dos sinais não mudaram.
Versão 2026-09-20
  • O resumo passa a dividir-se por mandato eleitoral. As regras dos sinais não mudaram.
Versão 2026-09-13
  • Primeira versão pública: os limiares do Código por data, os sinais com título de facto e a regra ao lado.

Erros e pedidos de retificação: ver Fontes e estado.